Arquivo da categoria '** ARTIGOS e RESUMOS **'

19
Mai
11

“- ELA É NOSSA PRISIONEIRA!” – QUESTÕES TEÓRICAS, EPISTEMOLÓGICAS E ÉTICO-METODOLÓGICAS A PROPÓSITO DOS PROCESSOS DE OBTENÇÃO DA PERMISSÃO DAS CRIANÇAS PEQUENAS NUMA PESQUISA ETNOGRÁFICA

Resumo
Subscrevendo os pressupostos da abordagem da Sociologia da Infância que considera
as crianças como actores sociais e advoga a etnografia como uma metodologia útil para fazer
ouvir as vozes das crianças na produção de dados sociológicos (James & Prout 1990),
reflectem-se neste texto algumas questões epistemológicas, teóricas, metodológicas e éticas
inerentes à experiência no terreno com um grupo de crianças dos 3-6 anos, durante um ano
lectivo, num Jardim de Infância (JI) localizado em meio urbano. A abordagem do princípio
teórico e ético da obtenção do consentimento informado e da sua prática junto de crianças
pequenas, visa discutir as tensões e os limites entre aquela noção e a de assentimento no
decurso da observação participante. A análise de algumas configurações que o assentimento e
as recusas por parte destas crianças podem assumir ao longo da pesquisa, procura evidenciá-lo
como um processo contingente, heterogéneo e dependente da relação social de investigação
que vai sendo construída bem como das interpretações que as crianças tecem acerca da pessoa
da investigadora.

Manuela Ferreira

Artigo completo: http://sigarra.up.pt/fpceup/publs_pesquisa.formview?p_id=69732

19
Mai
11

“- TÁ NA HORA D’IR PR’À ESCOLA!”; “- EU NÃO SEI FAZER ESTA, SENHOR PROFESSOR!” OU… BRINCAR ÀS ESCOLAS NA ESCOLA (JI) COMO UM MODO DAS CRIANÇAS DAREM SENTIDO E NEGOCIAREM AS RELAÇÕES ENTRE A FAMÍLIA E A ESCOLA

Resumo:
Subscrevendo os pressupostos da Sociologia da Infância pretende-se com este
artigo evidenciar a infância contemporânea como sendo construída numa complexa
rede de interdependências não lineares e heterogéneas entre a família e instituições
educativas, entre adultos e crianças, e as crianças como actores sociais procurando
construir o seu próprio espaço como crianças entre aqueles contextos, no quotidiano
de um Jardim de Infância (JI).
Considerando o JI como uma instituição educativa que ocupa um
posicionamento social “entre” a família e a escola, destinando-se às crianças “entre”
as idades que já não são bebés mas ainda não são alunos, procura-se evidenciar e
analisar os modos como as relações recíprocas família-escola aqui estão/se tornam
presentes i) no enquadramento de tempos-espaços-actividades previamente
organizado pelo adulto-educadora para as crianças; ii) nos processos de construção
de sentido e negociação das fronteiras conceptuais entre aqueles dois contextos
sociais, levado a cabo pelo grupo de crianças quando “brincam ao faz-de-conta”. Estes
argumentos suportam-se na análise de descrições etnográficas de episódios
interactivos entre as crianças, observados no quotidiano do JI.

Maria Manuela Ferreira

Artigo completo: http://nonio.eses.pt/interaccoes/artigos/B2%281%29.pdf

23
Fev
09

educação infantil: o momento de arrumar os brinquedos

Como as crianças percebem o momento de arrumar os brinquedos? Quais são as estratégias usadas pelas crianças quando a professora/educadora pede/define/impõe que elas arrumem os brinquedos?

Segundo Manuela Ferreira,  as crianças são actores sociais envolvidas numa dupla integração social: na ordem institucional adulta e na ordem instituinte infantil.

As crianças reproduzem interpretativamente o mundo adulto (Corsaro, 1997) assim como elas manipulam com competência e lideram outras agendas, construindo conhecimento alternativo ou de resistência/oposição que se articulam no espaço institucional e aos seus próprios espaços…

Veja o texto: “Brincar às arrumações, arrumando ou… entre a ordem institucional adulta e a ordem instituinte infantil, as crianças como actores socias no Jardim de Infância” aqui.

22
Fev
09

As delícias de aniversário. Uma representação da infância

Este é o título de um artigo escrito por Régine Sirota (Tradução de Rosária Cristina Costa Ribeiro), no qual a autora aborda a importância da festa de aniversário, como uma “espécie de relógio social”, que assinala os acontecimentos sociais e culturais, numa determinada cultura (com suas regras de civilidade)…

Essa delícia vale a pena provar!!!!!

http://www.reveduc.ufscar.br/index.php?option=com_content&task=view&id=56&Itemid=50




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